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Mudamos

Aviso aos navegantes: Fomos para o http://www.gtpsi.blogspot.com

Nos vemos lá

O Teatro da USP, órgão ligado à pró-reitoria de cultura e extensão, catalisa o surgimento de grupos de teatro universitários, bem como os apóia na integração com a comunidade difundindo assim, as artes cênicas.

De uns anos pra cá o TUSP cresceu e acabou conquistando 24 territórios um espaço maior: os campi do interior. É, caro internauta, São Carlos, Bauru, Piracicaba e cia limitada têm agora um Orientador de Arte Dramática cada.

Nossa “anja da guarda” é a Claudia que já nos ajudou TANTO (arrumando espaço pra gente ensaiar, trazendo peças, criando jogos, ufa!) que seriam necessários posts e mais posts pra deixar claro a grandiosidade daquela pequenina mulher. Ela mapeou os coletivos culturais (grupos de teatro, dança, etc) de Sanca e tá arquitetando algo grandioso (eu sei em linhas gerais. Logo logo conto pra vocês)

Acontece que mesmo com tanta coisa boa e nova rolando aqui, parece que vamos ter que pôr uma placa mais ou menos desse naipe na entrada do Centro Cultural da USP:

Troca “clientes” por “público” e você vai ter idéia do que tá acontecendo. O movimento anda fraco por dois motivos:

– Campus de exatas é foda… A galera que ainda consegue não ser bitolada tem que dar prioridade ao curso (Por isso mesmo a Claudia andou jogando algumas ações, feito o Leituras Públicas, pra hora do almoço)

– Tem quem simplesmente não sabe que tem coisa acontecendo (mesmo com a maciça divulgação). Uns não sabem nem que a USP tem um Centro Cultural (e não! Não é do CDCC que eu tô falando. É daquele prediozinho na saída do observatório)

Estes físicos com ênfase em artes cênicas aqui dormiram no ponto ao esquecer do blog como ferramenta de divulgação. Atrasos à parte, manja só o que tá rolando:

Leituras Públicas:

Não é só ir lá e ler um texto. A Claudia, por também trabalhar com formação de espectadores, nos propõe experiências estéticas (trechos de filmes, músicas, imagens) conforme lemos. Pra você que é leigo em teatro (feito a gente) é uma boa forma de entender alguns porquês (junto e com acento?)

Quartas Alternativas:

Uma parceria com o Teatro Municipal. É, mano… Ser alternativo não é necessariamente sinônimo de ser porra louca. Com os jogos, as apresentações, contextualizações históricas e apresentações dá pra sacar muita coisa e abrir a cabeça pra além do teatro-arroz-com-feijão

Como o nome mesmo diz, as reuniões ocorrem às sextas quartas-feiras

Aulas de Teatro:

Tá bom! Você não se sente à altura de um grupo com o calibre do GTpsi? Não tem problema! Agora toda quinta 10:30 no centro cultural tem aula de teatro “de grátis”. YAY!

Se você está em São Carlos, que custa dar uma passadinha no Centro Cultural só pra conhecer? É (como dito anteriormente e esperamos que não tenha mudado de lá pra cá) na saída do observatório da USP

Av. Dr Carlos Botelho, 1465.

Mas conforme as atividades forem surgindo, a gente posta aqui, OK?

Teria dito (pelo menos é o que o google diz ser a tradução em russo para “A Terra é azul”), há exatos 50 anos, Iuri Alekseievitch Gagarin (1934 – 1968), o primeiro homem a viajar para o espaço.

Todo o planeta, em especial toda a extinta União Soviética (onde a Terra dá a volta em VOCÊ) testemunhou atônito o misto de ousadia e loucura que o homem demonstrava. A bordo da Vostok I (uma nave de quase 5 toneladas), Gagarin fez o que muitos julgavam ser impossível: Deu a volta ao redor do mundo.

Maluco! Só tenta por nessa tua cabecinha do século XXI, acostumada com tecnologias avançadas, que os caras tavam fazendo isso em MIL NOVECENTOS E SESSENTA E UM! Você gravava dados em fita K7 não era nem em CD!

Não havia nenhuma certeza de que ele ia voltar e mesmo assim ele foi. Corajoso, hábil, apaixonado, e, acima de tudo, louco eram qualidades que faziam de Gagarin o piloto ideal (sem contar que, por ter 1,57 de altura, sobrava mais espaço dentro da nave)

“É nóis que voa, bruxão!”

Você aí, internauta, navegando na web… Nunca sonhou em navegar pelo vazio do espaço? Conhecer novos planetas? A beleza está em saber que é possível. Parece coisa de criança mas não é não. O ser humano é tão grandioso que não ia ser uma forcinha feito a gravidade que iria nos prender a um planeta tão pequeno.

Termino este post com um trecho do livro “Pálido ponto azul” de Carl Sagan:

“O vôo de exploração espacial divulga as idéias científicas, o pensamento científico e o vocabulário científico. Eleva o nível geral da investigação intelectual. A idéia de que agora compreendemos algo que ninguém entendeu antes – essa satisfação, especialmente intensa para os cientistas envolvidos, mas perceptível para quase todo mundo – propaga-se pela sociedade, choca-se nas paredes e retorna para nós. Estimula a nossa coragem para enfrentar problemas que também nunca foram resolvidos em outros setores. Aumenta o senso geral de otimismo na sociedade. Faz circular pensamentos críticos, do tipo urgentemente necessário, para resolver questões sociais até então intratáveis. Ajuda  a estimular uma nova geração de cientistas. Quanto mais a ciência é divulgada pela mídia – especialmente se os métodos também são descritos, além das conclusões e implicações -, tanto mais saudável é a sociedade, na minha opinião. Por toda parte, as pessoas sentem um enorme desejo de compreender”

Я знал, что вы любопытны…

A onda de choque

Quando se aquece uma porção de ar, seu volume aumenta. Se isso ocorre rapidamente essa expansão comprime o ar em volta. Essa região comprimida ao se expandir para tentar voltar ao volume inicial, comprime o ar em volta e assim sucessivamente. Essa onda de choque viaja pelo espaço a sua volta assim:

Dependendo do quanto de ar é empurrado, temos o volume do som. Um trovão é um som forte (que no dia-a-dia chamamos de alto) gerado pelo aquecimento do ar após a passagem de um raio. Quando temos uma explosão… er… bem… Veja:

Física: Essa merda ainda vai acabar me matando!

Albert Einstein Vs Stephen Hawking

Agora resta a dúvida…

… talvez um pouco menos complicado que isso, senhor Schröedinger

Uma das maiores inspirações para o GTpsi vem, sem dúvida, daí. O Mundo de Beakman, que mudou a vida de muita gente (inclusive a minha que optei por física), voltou a ser transmitido na TV Cultura. Tratei logo de viciar meus priminhos nesse programa que foi um dos pontos altos dos anos 90.

Aí a gente começa a pensar: “Caramba! Por que não se fazem mais programas assim?”

Uma das respostas que me vêm à mente envolve o politicamente correto e a infantilização da criança. O Beakman falava de tudo. Falava a nossa língua. Brincava com meleca, explodia coisas, nos fazia rolar de rir e, principalmente, não nos tratava feito bestas.

Numa entrevista cedida à revista Info, Paul Zaloom, que interpretava (e ainda interpreta em shows) o cientista de cabelo tresloucado, nos lembra que 52% dos americanos que viam o programa não eram crianças. Antes de começar esse projeto, Paul satirizava política com um teatro de bonecos para adultos.

Agora pense um pouco: Precisamos despertar a curiosidade de quem? Só das crianças? Beakman é diversão pra família toda, não só na hora de assistir como também depois. Volta e meia eu estava chamando meus pais para ver a experiência que tinha dado certo ou pra me ajudar com a bagunça que eu tinha feito.

Essa paixão continua viva em todos os membros do GTpsi. É tão difícil colocar em palavras que eu deixo isso a cargo do mestre aos 3:32 e aos 4:33 desse vídeo (eu achava que era ranho de verdade):

“Tudo vai para algum lugar!”

Em tempo: RIP Mark Ritts (AKA Lester, o Homem vestido de rato)